Minhoca na Cabeça

Frank Mckinney Hubbard - Filósofo e jornalista americano disse: Porque a pessoa que diz, “Eu não sou um orador”, em vez de assumir isso resolve dar uma demonstração?

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24 de Fevereiro de 2012 às 10:29
Por: Augusto José Hoffmann

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As últimas informações sobre planos e ações relacionadas às enchentes no Alto Vale, mencionam a elevação dos vertedouros das barragens de contenção das cheias de Ituporanga e Taió, algo em torno de dois metros.

Esse turbo atinge 300 Km/h mas o Dnit permite apenas 80. As barragens alteradas armanezam mais água e o seu projeto original prevê isso?

A questão inquieta em função de uma lógica simples:

As construtoras dessas barragens planejaram, calcularam parâmetros e construiram, inclusive sob a supervisão do CREA, levando em consideração o quanto de pressão a edificação suporta, a de Ituporanga com 93,5 milhões m3 e a de Taió, 83 milhões m3 de armazenamento. Ora, essa é premissa mais crítica dessa construção e, se suportasse mais, porque não elevaram os vertedouros na época da construção? Óbvio que isso implica infrigir as margens de segurança da capacidade do dique suportar carga.

Se essa elevação de dois metros aumenta o lago em milhões de m3, aumentando mais algumas milhões de toneladas de peso, cria-se uma situação perigosa, de risco e imprevisível.

A Empreiteira e seus engenheiros projetistas anuiram com essa alteração de capacidade?

21 de Fevereiro de 2012 às 10:22
Por: Augusto José Hoffmann

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Uma enfermeira que aconselhou muitas pessoas em seus últimos dias de vida escreveu um livro com os cinco arrependimentos mais comuns das pessoas antes de morrer.

Bronnie Ware é um enfermeira que passou muitos anos trabalhando com cuidados paliativos, cuidando de pacientes em seus últimos três meses de vida. Em "The Top Five Regrets of the Dying" ("Top Cinco Arrependimentos Daqueles que Estão Para Morrer"), ela conta que os pacientes ganharam uma clareza de pensamento incrível no fim de suas vidas e que podemos aprender muito desta sabedoria.

"Quando questionados sobre desejos e arrependimentos, alguns temas comuns surgiam repetidamente", disse Bronnie ao jornal britânico "The Guardian".

Confira a lista e os comentários da enfermeira:

1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu quisesse, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse

"Esse foi o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que a vida delas está quase no fim e olham para trás, é fácil ver quantos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não realizou nem metade dos seus sonhos e têm de morrer sabendo que isso aconteceu por causa de decisões que tomaram, ou não tomaram. A saúde traz uma liberdade que poucos conseguem perceber, até que eles não a têm mais."

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto

"Eu ouvi isso de todo paciente masculino que eu trabalhei. Eles sentiam falta de ter vivido mais a juventude dos filhos e a companhia de seus parceiros. As mulheres também falaram desse arrependimento, mas como a maioria era de uma geração mais antiga, muitas não tiveram uma carreira. Todos os homens com quem eu conversei se arrependeram de passar tanto tempo de suas vidas no ambiente de trabalho."

3. Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos

"Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos para ficar em paz com os outros. Como resultado, eles se acomodaram em uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eles realmente eram capazes de ser. Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ressentimento que eles carregavam."

4. Eu gostaria de ter ficado em contato com os meus amigos

"Frequentemente eles não percebiam as vantagens de ter velhos amigos até eles chegarem em suas últimas semanas de vida e não era sempre possível rastrear essas pessoas. Muitos ficaram tão envolvidos em suas próprias vidas que eles deixaram amizades de ouro se perderem ao longo dos anos. Tiveram muito arrependimentos profundos sobre não ter dedicado tempo e esforço às amizades. Todo mundo sente falta dos amigos quando está morrendo."

5. Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz

"Esse é um arrependimento surpreendentemente comum. Muitos só percebem isso no fim da vida que a felicidade é uma escolha. As pessoas ficam presas em antigos hábitos e padrões. O famoso 'conforto' com as coisas que são familiares O medo da mudança fez com que ele fingissem para os outros e para si mesmos que eles estavam contentes quando, no fundo, eles ansiavam por rir de verdade e aproveitar as coisas bobas em suas vidas de novo."

Da Folha.com

27 de Janeiro de 2012 às 11:15
Por: Augusto José Hoffmann

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A utilização da internet tem causado mudanças significativas na sociedade. A grande rede converge as mídias tradicionais e transforma o usuário em sujeito com voz. A multimídia atrai o público, propiciando criação e o compartilhamento com velocidade inigualável. Sua regulamentação depende das ações de quem participa traduzindo o velho anseio sobre os ideais de liberdade. Sem a discussão e a participação dos usuários, assumimos o risco de a tornar conservadora, mais uma ferramenta para manipulação da opinião pública, como nos regimes de autoritários, seja pela força ou pelo poder econômico.



http://sul21.com.br/jornal e TVSul21

14 de Dezembro de 2011 às 10:45
Por: Augusto José Hoffmann

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Por Ricardo Kotscho

Lançado faz apenas quatro dias, com 15 mil cópias, o livro A Privataria Tucana, do meu colega Amaury Ribeiro Jr., já é o mais vendido do país e está esgotado nas livrarias. O fenômeno editorial só não teve a oportunidade ainda de aparecer nas folhas da grande imprensa.

Como trata dos malfeitos do processo de privatização promovido pelo governo anterior, envolvendo com provas e documentos a fina flor do tucanato, até o momento em que comecei a escrever este texto, no final da tarde de segunda-feira, o livro foi solenemente ignorado. O estrondoso silêncio contrasta com o barulho das denúncias contra ministros do governo atual, que repercutem imediatamente em todos os veículos, e passam semanas nas capas e manchetes.

Se o livro do Amaury não é bom e não prova nada, que se escreva isso com todas as letras. O que não dá é para fingir que o livro, resultado de mais de dez anos de pesquisas do repórter, não existe, é um fantasma criado pela blogosfera desvairada. Meu amigo Nirlando Beirão, colega de trabalho aqui no R7 e no Jornal da Record News, já comentou o assunto em seu blog hoje ("Conheça o livro A privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr.") e no telejornal com o Heródoto Barbeiro, na sexta-feira.

Volto ao tema apenas para fazer as perguntas aí do título, que já repeti mil vezes e ninguém me responde. É para isso que defendem a liberdade de imprensa com tanto fervor e chamam de censura qualquer tentativa de se regulamentar a área de comunicação social?


" O dono prensa a voz,

A voz resulta um prato
Que gira para todos nós"

Chico Buarque em A Voz do Dono e o Dono da Voz

Trata-se do exemplo mais descarado de manipulação da informação e do tratamento seletivo das denúncias do "jornalismo investigativo" da velha imprensa.

Para quê e para quem, afinal, serve esta liberdade de imprensa pela qual todos nós lutamos durante os tempos da ditadura, que eles apoiaram, e hoje é propriedade privada de meia dúzia de barões da mídia que decidem o que devemos ou não saber?



http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho

7 de Dezembro de 2011 às 10:15
Por: Augusto José Hoffmann

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Por Idelber Avelar

Walter Benjamin, talvez o pensador que mais radicalmente abraçou o fracasso. Uma das características mais detestáveis que uma pessoa pode ter é a de falar grosso com os mais fracos e fininho com os poderosos. É a virtude por excelência no regime capitalista, onde se "ascende" pisando nos que estão por baixo e bajulando os de cima. Acredito, inclusive, que essa característica pessoal pode ser extrapolada para a política e oferecer uma definição do que é realmente a esquerda.





A ideologia é a escada para se galgar o poder. Não importa, se de esquerda ou direita, é preciso subir.



Mil e uma definições de esquerda e de direita circulam por aí, algumas muito boas. A benjaminiana, por exemplo, é notável: Nada há que tenha corrompido tanto a classe trabalhadora alemã, escreve Benjamin em 1940, como a opinião de que ela nadava a favor da corrente. O desenvolvimento técnico era, para ela, como o empurrão do fluxo com o qual ela acreditava estar nadando. Daí não foi mais que um passo à ilusão de que o trabalho fabril, que se achava na corrente do progresso técnico, representava, por si só, uma ação política […] Só queria perceber os progressos da dominação da natureza, não os retrocessos da sociedade. Para Benjamin, portanto, esquerda é exatamente o oposto de progressismo: a crença no progresso paulatino das coisas, nos avanços lineares e inevitáveis, na corrente pra frente da História, é a marca registrada de todo conformismo, mesmo que assinado por gente que se apresente como "de esquerda".

3 de Dezembro de 2011 às 09:00
Por: Augusto José Hoffmann

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Por Gianni Carta

Como definir o jornalista? "Qualquer um que fizer jornalismo", responde o escocês Andrew Marr no seu livro My Trade (Pan Books, 2005, 300 págs). Jornalista de mão cheia, ex-editor do diário The Independent e da Economist,  Marr diz quem são as pessoas mais propensas a mergulhar no jornalismo: "bêbados, disléxicos e algumas das pessoas menos confiáveis e mais perversas da Terra". Mas há consolo no livro de Marr, consagrado à história do jornalismo britânico. "Tirando o crime organizado, o jornalismo é a mais poderosa e agradável antiprofissão". Marr, de 51 anos, causaria um grande alvoroço no Senado brasileiro. Por dois motivos. Primeiro, porque sua ironia seria levada a sério pela maioria dos senadores. Em segundo lugar, Marr formou-se em Letras.

E aí mora o problema.

Marr, iconoclastia à parte, não seria considerado um jornalista pelos senadores brasileiros pelo fato de não ter estudado jornalismo. O Senado acaba de aprovar uma proposta de emenda constitucional para tornar obrigatório o diploma de nível superior para o exercício do jornalismo. Haverá outra votação no Senado. Se a emenda for aprovada será analisada pelos deputados.

Claro, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubará a medida (se aprovada pelos deputados). Em junho de 2009, vale recapitular, o STF acabou com a exigência do diploma para jornalistas. A norma era incompatível com o princípio de liberdade de expressão.


Segundo a Suprema Corte da Justiça brasileira, ser jornalista é como um bom cozinheiro: tem que saber fazer (know-how).

Não precisa de diploma.



Mas o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), autor da proposta, não concorda com o STF. "Todas as profissões têm o seu diploma reconhecido, menos o diploma de jornalista, o que é uma incoerência, uma distorção na legislação brasileira", declarou.E senadores, precisam de diploma? Nenhum. Basta ter nacionalidade brasileira e mais de 35 anos de idade. Na França qualquer deputado graduou-se no mínimo em ciências políticas. E isso fica claro nos discursos na Assembleia Nacional e no Senado. Lá fala-se em ideologia partidária, entre outros temas aqui ignorados. E aqui aproveito para fazer uma sugestão: já que jornalistas precisam, segundo os senadores, de diploma, por que não aplicar a mesma proposta para os senadores brasileiros? Os debates, quiçá, se tornariam mais fecundos. Certo é que, de forma geral, os colegas formados por universidades de jornalismo a pipocar Brasil afora, quase todos a trabalhar para a mídia ultraconservadora, não têm contribuído para melhorar o nível da mídia.

Os grandes diários brasileiros, com colegas com canudo de jornalista ou não, são ilegíveis. Por exemplo, um dos destaques da Folha de São Paulo na quinta-feira 1º é que a apresentadora Fátima Bernardes "deve deixar a bancada do 'Jornal Nacional'". Ela estaria "cansada". Eis a questão: o nível das escolas de jornalismo é baixo, ou seriam os patrões que limitam o trabalho de apuração dos repórteres – e principalmente dos colunistas? Seriam as duas coisas? Como dizia o grande jornalista italiano Enzo Biagi (outro que não tinha diploma de jornalista): "Meus únicos patrões sempre foram meus leitores".

Nos Estados Unidos e na Europa o canudo de jornalista não é necessário para exercer a profissão. Basta um diploma, isto é, uma especialização. Lá é comum estudantes com ambições jornalísticas trabalharem nos jornais das universidades enquanto se formam em história, ciências políticas, economia, etc. Na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, por exemplo, alunos de diferentes departamentos trabalham no excelente diário Daily Bruin, distribuído gratuitamente no campus e nos bairros em torno de Westwood, onde fica a UCLA. Na França e no Reino Unido ninguém precisa de diploma de jornalista para trabalhar na mídia. Marr, que especializou-se em literatura inglesa em Cambridge, oferece: "Tudo que o jornalista precisa é ser curioso e saber farejar uma boa história. E mesmo dominando a gramática, só se aprende a escrever escrevendo".

Vale acrescentar: o jornalismo se aprende indo à rua. "É preciso tirar a bunda da cadeira", martelava Reali Jr.

O repórter tem de continuar a praticar esse método inclusive para entender o que escreve. Precisa usar os fatos com honestidade, mas ao mesmo tempo tem de entender que o jornalismo tem seus limites, não é uma ciência. Ah, e sempre que possível o senso de humor ajuda. O diploma de jornalista só serve para enfeitar parede.

http://www.cartacapital.com.br/politica/diploma-de-jornalista-e-idiotice

17 de Novembro de 2011 às 10:10
Por: Augusto José Hoffmann

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Por António Emílio Leite Couto, biólogo e escritor moçambicano conhecido apenas por Mia Couto

A nossa indignação, porém, é bem menor que o medo. Sem darmos conta, fomos convertidos em soldados de um exército sem nome, e como militares sem farda deixamos de questionar. Deixamos de fazer perguntas e de discutir razões. As questões de ética são esquecidas porque está provada a barbaridade dos outros. E porque estamos em guerra, não temos que fazer prova de coerência nem de ética nem de legalidade.


Há muros que separam nações, há muros que dividem pobres e ricos. Mas não há hoje no mundo muro que separe os que têm medo dos que não têm medo. Sob as mesmas nuvens cinzentas vivemos todos nós, do sul e do norte, do ocidente e do oriente… Citarei Eduardo Galeano acerca disso que é o medo global: "Os que trabalham têm medo de perder o trabalho. Os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho. Quem não têm medo da fome, têm medo da comida. Os civis têm medo dos militares, os militares têm medo da falta de armas, as armas têm medo da falta de guerras."  E, se calhar, acrescento agora eu, há quem tenha medo que o medo acabe.

Sua manifestação completa, aqui:


http://ebooksgratis.com.br/informacao-e-cultura/papo-cabeca/papo-cabeca-murar-o-medo-%e2%80%93-mia-couto

31 de Outubro de 2011 às 12:30
Por: Aldo Nestor Siebert

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Estudo mostra falhas nos sistemas de prevenção da corrupção dos estados brasileiros

Por Assis Ribeiro - Do Jogos Limpos.org.br

"Para se fazer um combate efetivo a corrupção no país será necessário melhorar a estrutura dos Tribunais de Contas Estaduais, assembleias legislativas, comissões parlamentares de inquérito e a independência da mídia local. Essas são as conclusões principais do diagnóstico e análise dos sistemas de integridades dos estados brasileiros compara a atuação de mecanismos de prevenção e controle da corrupção nas 26 unidades da Federação, mais Distrito Federal.
O sumário executivo foi lançado nesta terça-feira, (4/10) em Brasília no Seminário Fundamentos para a Prevenção e Controle da Corrupção. Este estudo é produto do convênio entre o Instituto Ethos, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc) e a Controladoria Geral da União (CGU).

.........................................................................................."

Excelente reflexão sobre o tema que você pode conhecer na íntegra clicando aqui


11 de Outubro de 2011 às 12:30
Por: Aldo Nestor Siebert

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A criação de conselhos de comunicação, em muitos casos, regulamentando artigos que já constam das constituições estaduais há mais de duas décadas, é um importante passo no sentido de permitir a participação da sociedade na formulação das políticas estaduais de comunicação social e inclusão digital. A Bahia saiu na frente e o Rio Grande do Sul avança.

por *Venício Lima

O Correio Braziliense publicou recentemente matéria sobre decisão do Governo do Distrito Federal de criar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Distrito Federal (CDES-DFD) [cf. "Sociedade chamada à discussão", 13/9/2011, Cidades, p.24].
A referência é o CDES nacional, criado pela Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003, para "assessorar o Presidente da República na formulação de políticas e diretrizes específicas, e apreciar propostas de políticas públicas, de reformas estruturais e de desenvolvimento econômico e social que lhe sejam submetidas pelo Presidente da República, com vistas na articulação das relações de governo com representantes da sociedade". CDES estaduais já foram criados e funcionam nos estados de Alagoas, Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Sul (cf. http://www.cdes.gov.br/conselhos-brasil.html).

O CDES-DF, presidido pelo governador, terá 80 conselheiros por ele convidados, sendo que 26 representantes do próprio governo, 20 personalidades e intelectuais, 18 empresários e 16 líderes de movimentos sociais. Para seu funcionamento os conselheiros se organizarão em Câmaras Setoriais que serão definidas após a instalação do CDES. 

O exemplo do RS (CONTINUA)

4 de Setembro de 2011 às 10:15
Por: Augusto José Hoffmann

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Meninos e meninas: eu estava contando como tudo começou, esse jogo chamado política, parecido com o jogo de xadrez e suas peças, faraós, reis, imperadores, czares, deputados, senadores, juntas militares, generalíssimos, eminências pardas, eleições, muito dinheiro, tudo misturado, tudo se movendo sobre um tabuleiro quadriculado chamado poder. Aquelas avenidas horizontais, verticais e oblíquas desenhadas no tabuleiro são as avenidas do poder. É necessário conhecer as avenidas do poder para se jogar o jogo da política. Mas há uma diferença: no jogo do xadrez todas as avenidas são visíveis e claras. O xadrez é um jogo transparente. O jogo da política é mais complicado: há muitas avenidas de poder no lado oculto do tabuleiro, o lado que ninguém vê. O jogo da política é o jogo da não-transparência. Razão por que só os bobos acreditam no que vêem. Todas CPIs, apurações, investigações e depoimentos existem a fim de trazer o lado oculto do poder à visibilidade. Mas, como se sabe, bichos que vivem no lado debaixo do tabuleiro, escondidos, tais como as lacraias, piolhos de cobra, centopéias, miriápodos, escorpiões, vermes, lesmas não gostam de ser vistos. Fazem tudo para que o tabuleiro do poder não seja revirado. Quando o tabuleiro é revirado é aquele susto. Primeiro, susto dos que viviam escondidos no escuro que se põe então a correr, em busca do escuro. Segundo, susto dos que viviam no claro: eles nunca haviam imaginado que o lado escondido do tabuleiro do poder fosse assim tão repulsivo. E há uma pecinha sem importância, sem vontade própria, que vai sendo empurrada para lá e para cá, chamada povo. Para o povo vale o aforismo: " Os elefantes, quer façam amor quer façam a guerra, a grama sempre sofre" O povo é a grama. O fim do jogo se anuncia com a expressão "xeque mate" que, segundo suas origens etimológicas no pérsico que dizer " o rei está morto."

 

19 de Agosto de 2011 às 12:30
Por: Aldo Nestor Siebert

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Esse post dedico ao pessoal que de alguma forma, faz imprensa e costuma circular aqui pelo blog. Os crápulas estão dispensados da leitura.

Na fase final do governo Lula ensaiou-se uma tentativa de criar uma espécie de regulamentação para as comunicações no Brasil.
Foi uma guerra. Renomados jornalistas da maioria dos veículos de comunicação do país, levantaram severas críticas à Lula e ao PT, porque "pretendiam impor censura aos veículos de comunicação no Brasil". Ouvi aqui na terrinha, pessoa importante, e que eu tinha no mais alto dos conceitos, até então, saiu-se com essa preciosidade: "não tem mais volta, o comunismo vai ser implantado no Brasil".
As discussões se acalmaram a partir do momento em que se começou a mostrar que a mídia tem regulamentação em todos os países. Só no Brasil é que tem liberdade total. Silenciaram os críticos, porque, estrategicamente,  não interessa criar uma discussão mais profunda sobre o tema. Sabem que perderiam.
Vez por outra, entretanto, temos oportunidade de assistir alguma nova informação, alguma nova explicação, algum novo debate.
Ontem o site do Observatório da Imprensa, na coluna Interesse Público, traz execelente artigo Venício A. de Lima sobre o tema, que vale a pena ser lido. Diz Venício:

"A edição nº 604 do Observatório da Imprensa na TV, programa dirigido pelo jornalista Alberto Dines (TV Brasil, terças-feiras, 22h) exibido em 2 de agosto último, dedicou-se a debater a entrevista de Reed Hundt, ex-presidente da Federal Communications Commission (no período 1993-1997) – o órgão regulador das comunicações nos Estados Unidos –, concedida ao correspondente Lucas Mendes, em Washington, no início de julho (o vídeo do programa está disponível aqui).
Creio ter sido esta a primeira vez que um canal de televisão no nosso país discute como é feita a regulação da mídia nos EUA por uma comissão federal criada há mais de 77 anos, e que hoje "regula as comunicações interestaduais e internacionais via rádio, televisão, fio, satélite e cabo" (ver aqui a declaração de princípios da FCC).
A ausência histórica dessa pauta na grande mídia brasileira é eloquente por si mesmo.
Registre-se que Reed Hundt é um legítimo representante da business community americana, tendo sido um dos responsáveis pelas negociações na OMC que definiram as regras para a onda mundial de privatizações nas telecomunicações, inclusive no Brasil (cf. Venício A. de Lima, Mídia: Teoria e Política, Perseu Abramo, 2001; cap. 3). Sua entrevista, em 2011, nos remete a outras e revela – ainda uma vez mais – como estamos incrivelmente atrasados quando se fala em regulação das comunicações."

Leia a matéria completa, clicando aqui

15 de Junho de 2011 às 10:30
Por: Aldo Nestor Siebert

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Na In glaterra, roupas de adulto feitas para crianças, capas de revistas, CDs e DVDs musicais terão de obedecer algumas regras para serem vendidos.

25 de Maio de 2011 às 11:45
Por: Aldo Nestor Siebert

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O assunto RELIGIÃO, sempre desperta paixões, sentimentos, fé e até a ira e o ódio. A história da humanidade está cheia de exemplos.
Recentemente postei uma nota sobre um problema ocorrido com uma igreja evangélica aqui da cidade e acabei despertando paixões, sentimentos de fé e, como era de se esperar, uma boa dose de raiva. O objetivo do post não era provocar uma discussão sobre religião, mas apenas relatar um fato.
Hoje não. Hoje o objetivo é provocar sim discussões. Apesar de muita gente defender a tese de que religião, futebol e política não se discutem, não comungo dessa teoria.
Lhes apresento Richard Dawkins, Daniel Dennett, Sam Harris e Christopher Hitchens - Juntos, todos escritores, sem moderação, os quatro gigantes do Ateísmo e do Pensamento Livre conversam sobre Ciências, Deus, Religião etc. O vídeo foi gravado em 30 de setembro de 2007
Todos os quatro têm recebido ultimamente uma grande quantidade de atenção da mídia para seus escritos contra a religião - algumas positivas e outras negativas. Nessa conversa eles contam histórias sobre a reação do público aos seus livros, os sucessos inesperados, críticas e deturpações comuns. Eles discutem as perguntas difíceis sobre a religião que enfrentam o mundo hoje, e propõem novas estratégias para o futuro.
Segundo Marcelo Esteves, http://metropolis.livrespensadores.org/: "Assitir os quatro cavaleiros do ateísmo em um bate-papo (quase) informal é um privilégio para poucos. Neste vídeo, Richard Dawkins, Christopher Hitchens, Sam Harris e Daniel Dennett conversam sobre ateísmo, religião, militância, crítica e sobre o papel que eles próprios desempenham neste início de século.
O bate-papo aconteceu em 30 de setembro de 2007, seis anos após a destruição das torres gêmeas do World Trade Center, episódio decisivo para a entrada em cena do quarteto, marco inaugural do que passou a ser conhecido como neoateísmo.
A afinidade entre eles é obvia, mas é curioso notar, também, as diferentes visões e posturas em relação aos temas discutidos. Dawkins e seu antiteísmo militante; Hitchens e sua análise política cortante; Harris e sua proposta de uma espritualidade ateísta e Dennet, com seu temperamento conciliador.
O vídeo é relativamente longo, praticamente duas horas de duração. Mas se o leitor deseja conhecer os ícones do ateísmo moderno para além de suas obras, assistí-lo é indispensável."
O vídeo está completo (quase duas horas) e é todo legendado. Créditos pela tradução para o português feita por: Dimas Luz (para acionar a legenda há uma orientação logo no início do vídeo, mas atenção, a operação para acionar a legenda precisa ser feita com o vídeo no ponto inicial)
Titulo original: Discussions with Richard Dawkins, Episode 1: The Four Horsemen - 2008

Alguns Livros dos quatro pensadores
Deus, um Delírio - Richard Dawkins
Carta A Uma Nação Cristã - Sam Harris
Deus não é Grande - Christopher Hitchens
Quebrando o Encanto: A Religião Como Fenômeno Natural - Daniel Dennett

23 de Maio de 2011 às 14:30
Por: Luiz Carlos Soares

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Por LUCIELE VELLUTO no Jornal da Tarde

O Brasil está na terceira colocação no ranking dos países que mais têm dificuldade em encontrar profissionais qualificados para preencherem vagas disponíveis e supera a média mundial. A constatação é resultado de pesquisa divulgada ontem pela Manpower, empresa que atua na área de recursos humanos. Para o levantamento, foram entrevistados 40 mil empregadores em 39 países. O índice de empresários brasileiros que dizem não conseguir achar no mercado pessoas adequadas para o trabalho é de 57%.
Segundo a Manpower, o Brasil só perdeu para o Japão, com um índice de 80% de queixas dos empresários, e Índia, com 67%. "Mas o caso do Japão é por causa do envelhecimento da população. Já a Índia tem um problema parecido com o do Brasil, que é uma nação em crescimento sem profissionais qualificados. Mesmo assim, os indianos falam mais inglês do que os brasileiros", comenta a executiva de recursos humanos da Manpower, Márcia Almström.
A média global de empresários que apresentaram queixas sobre a falta de novos talentos ficou em 34%, ou seja, um em cada três empregadores no mundo encontra barreiras para preencher as vagas abertas.
"Na comparação entre os países, os economicamente desenvolvidos têm menos dificuldades, pois já formaram esses profissionais e como não estão em crescimento, têm baixa demanda por novos talentos", explica a executiva da Manpower.
Em comparação com a pesquisa feita em 2010, o Brasil passou do segundo para o terceiro lugar no ranking deste ano, quando foram entrevistados 876 empregadores no primeiro trimestre.
No entanto, Márcia não acredita que houve uma melhora na formação de profissionais brasileiros. "O resultado disso é consequência da piora na Índia, pois não vejo grandes mudanças na educação profissional do brasileiro", avalia.

Profissões
A pesquisa também detalha para quais funções os empresários têm mais dificuldade em encontrar pessoas qualificadas. Tanto em 2010 quanto agora, os profissionais de nível técnico ficaram no topo dos dez cargos mais difíceis de serem preenchidos.
"Por muito tempo o Brasil não privilegiou o ensino técnico e tecnólogo, mas sim o universitário, mas nem sempre de boa qualidade. Essa estagnação reflete neste momento que o País está em crescimento e precisa de gente qualificada para trabalhar", diz Márcia.
Para o professor de economia da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), Fábio Pereira de Andrade, houve uma desvalorização do ensino técnico por muitos anos no País. "Na época de baixo crescimento da economia não havia demanda por esse profissional. Agora não há nem escolas para formar pessoas capacitadas para atender ao mercado de trabalho", analisa o docente.
No segundo lugar entre os profissionais mais requisitados estão os engenheiros, que sofreram a mesma depressão de formação e contratação do que os técnicos. "E por ser um curso caro, poucas universidades têm cursos de engenharia e não conseguem formar a quantidade necessária para atender o mercado", diz Andrade.
Para a executiva da Manpower, o problema de escassez de mão de obra não deve ser superado tão cedo. "Até vejo movimentos de empresas, que já investem em universidades corporativas, e de escolas que querem ampliar suas vagas, mas também é preciso a participação do poder público para que em conjunto esse problema seja resolvido", afirma. "Senão, vamos continuar importando profissionais de outros países", completa.

18 de Maio de 2011 às 11:00
Por: Luiz Carlos Soares

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DISCUSSÃO SOBRE LIVRO DIDÁTICO SÓ REVELA IGNORÂNCIA DA GRANDE IMPRENSA

*Marcos Bagno - Universidade de Brasília

Para surpresa de ninguém, a coisa se repetiu. A grande imprensa brasileira mais uma vez exibiu sua ampla e larga ignorância a respeito do que se faz hoje no mundo acadêmico e no universo da educação no campo do ensino de língua.
Jornalistas desinformados abrem um livro didático, lêem metade de meia página e saem falando coisas que depõem sempre muito mais contra eles mesmos do que eles mesmos pensam (se é que pensam nisso, prepotentemente convencidos que são, quase todos, de que detém o absoluto poder da informação).
Polêmica? Por que polêmica, meus senhores e minhas senhoras? Já faz mais de quinze anos que os livros didáticos de língua portuguesa disponíveis no mercado e avaliados e aprovados pelo Ministério da Educação abordam o tema da variação linguística e do seu tratamento em sala de aula. Não é coisa de petista, fiquem tranquilas senhoras comentaristas políticas da televisão brasileira e seus colegas explanadores do óbvio.
Já no governo FHC, sob a gestão do ministro Paulo Renato, os livros didáticos de português avaliados pelo MEC começavam a abordar os fenômenos da variação linguística, o caráter inevitavelmente heterogêneo de qualquer língua viva falada no mundo, a mudança irreprimível que transformou, tem transformado, transforma e transformará qualquer idioma usado por uma comunidade humana. Somente com uma abordagem assim as alunas e os alunos provenientes das chamadas "classes populares" poderão se reconhecer no material didático e não se sentir alvo de zombaria e preconceito. E, é claro, com a chegada ao magistério de docentes provenientes cada vez mais dessas mesmas "classes populares", esses mesmos profissionais entenderão que seu modo de falar, e o de seus aprendizes, não é feio, nem errado, nem tosco, é apenas uma língua diferente daquela – devidamente fossilizada e conservada em formol – que a tradição normativa tenta preservar a ferro e fogo, principalmente nos últimos tempos, com a chegada aos novos meios de comunicação de pseudoespecialistas que, amparados em tecnologias inovadoras, tentam vender um peixe gramatiqueiro para lá de podre. (CONTINUA)

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