Ideli Salvati é a bola da vez. A revista Veja, na edição deste final de semana, traz denúncia de que uma desastrada operação política enjambrada dentro do PT, contou com a participação da Ministra. Segundo a matéria do jornalista Hugo Marques de Veja, Ideli Salvati teve ampla participação na falcatrua montada pelos petistas, batizados de Aloprados pelo então presidente Lula.
Ideli prometeu para esta segunda uma nota oficial, onde irá desmentir a publicação de da revista. Entretanto fontes "bem informadas" confirmam que Ideli Salavatti não tem como desmentir sua participação na elaboração e divulgação do falso dossie do Caso dos Aloprodos.
O ministro Aloizio Mercadante já confirmou, em depoimento à PF, a existência da reunião (leia abaixo) no gabinete da ministra.
Afora tudo isso, existem 9 horas de gravações com todas as conversas e reuniões da quadrilha dos Aloprados.
Vai ficar difícil para Ideli Salvatti desmentir a matéria da Veja. Mas será interessante ver o que ela diz a respeito de coisas que já estão comprovadas. Como se comporta, como mente para seus eleitores e para a população.
A conferir nesta segunda-feira, através da prometida nota oficial.
Trecho da matéria de Veja:
“Logo depois do encontro, do gabinete da senadora(Ideli Salvati) foi iniciada a preparação do que deveria ser a etapa derradeira do plano – a publicação do falso dossiê. As negociações do PT com os empresários que atuariam na farsa já estavam acertadas. Os criminosos queriam 20 milhões de reais pelo serviço, mas acabaram aceitando o valor de 1,7 milhão de reais oferecido pelo partido, dinheiro que Mercadante se comprometeu a conseguir com a ajuda do ex-governador Orestes Quércia, segundo as revelações de um dos participantes da reunião, o bancário Expedito Veloso.
Na reunião, os cinco – Mercadante, Ideli, Expedito. Lorenzetti e Bargas – manusearam uma lista com números de cheques e fotos de um empresário já falecido que, na montagem da história, seria apresentado como elo da quadrilha com os tucanos. Uma cópia do material foi deixada com a senadora. E ela deu início ao que deveria ser a apoteose do trabalho: procurou jornalistas interessados em divulgar o conteúdo, exibiu os papéis e disse que aquilo era apenas uma pequena amostra da munição que o PT tinha para fulminar os tucanos.
Ela conhecia todos os detalhes do dossiê e deixou sua assessoria à disposição para ajudar no trabalho de divulgação. A senadora, aliás, não escondia os motivos de seu empenho: as revelações, segundo ela, atingiriam Serra e beneficiariam o PT na eleição em São Paulo, mas também repercutiriam na disputa presidencial em favor da reeleição do presidente Lula.”
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