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2 de Setembro de 2010 às 11:00

Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Fala Sério
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No tic-tac do meu coração...

Têm algumas coisas que eu só queria entender, e podemos apostar que vocês também.
Por exemplo, quando pegam nosso pulso para ver como estão nossas batidas cardíacas e as controlam pelo relógio. São tantas pulsações por minuto, o convencionado. Mas... E se o coração estiver acelerado, ou e o pior, se a bateria do relógio estiver fraca ou a máquina com algum problema e seu tic-tac estiver acelerado ou atrasado? Taquicardia ou pulso fraco? Poxa!
Esse negócio de controlar o pulso também serve para os casos de amor, paixão, desejo e sei lá mais o que? E daí? São quantas pulsações no minuto? Pô seu doutor! Como é que fica?
Serve também para controlar nossos sentimentos com relação à sogra, aquele cunhadinho chato? E nesse caso, serão quantos tics-tacs?
Nem vamos falar em um quase atropelamento, um susto numa noite escura de frio numa rua deserta com um gato preto pulando na nossa frente, ou até mesmo um saco plástico branco rolando pelas calçadas.
Como podemos controlar no tic-tac do relógio nossos batimentos na derrota de nosso clube ou na sua conquista de campeonato? Qual será o compasso da alegria ou o da tristeza? Na alegria faria téin-téin e na tristeza tuuuummm-tuuuummmm ? O mais interessante é que ainda tem gente que nos manda colocar a mão ou o ouvido no seu peito para sentir ou ouvir a pulsação de seu coração. Se for de nossa mulher tudo bem, mas se o pedido ou até ordem e insistente vier de uma vizinha bonita? Difícil não?
Para ser bem franco, não estou nada interessado em saber como está o tic-tac do meu coração. Ele que faça tóin-tóin, téin-téin, tuuummmm-tuuummmm, porque para mim estará sempre fazendo tin-tin! Com direito a champanhe e tudo.
E nada de frisante. Afinal, com ele fazendo tic-tac há tanto tempo, eu mereço.

*Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em 70 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior.

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26 de Agosto de 2010 às 11:00

Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Fala Sério
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O empurrãozinho que faltava!

Quantas vezes devemos ter ouvido, dito sobre um ou até dado aquele que estava faltando. Mas o certo é que ele nem sempre é fácil, e quase sempre acontece à beira do precipício não? E é também sempre dado conforme a índole de quem dá e sejamos honestos em dizer que o empurrãozinho para o abismo é bem mais fácil do que o para as nuvens.
Não sei quantos recebi ou dei na vida, e duvido que vocês também levarão um bom tempo para somar, dividir e finalmente decidir. Entre o ponto final anterior e iniciar esta nova frase, comecei a tentar lembrar e desisti, porque afinal de contas cheguei à conclusão de que não os dei para hoje tentar lembrar quantos foram. Deu preguiça, pode?
Em contra partida não podemos esquecer de que alguns gostam de amealhar empurrõezinhos para no futuro quem sabe, ver se consegue um quebradinho. E não são poucos os que têm até uma caderneta tipo aqueles antigas de armazém com tudo anotado. Seria quase a materialização do “é dando que se recebe!” não?
Pior do que estes só mesmo aqueles que encheram as páginas de seus caderninhos com aqueles jeitinhos que faltavam para derrubar alguém! Ou vocês por acaso pensam que eles também não anotam tudo nem que seja para depois poder ser vangloriar, sem a mínima vergonha de sentir orgulho pelo mal que fizeram?
Para finalizar queremos fazer um desafio a todos que em um dia qualquer, ajudaram a empurrar um carro sem partida. Imaginaram que ali estavam também dando um empurrãozinho em um desejo ou até mesmo sonho? Como não?
Ora. Desejo de poder comprar um carro mais novo ou até mesmo o sonho de um carro zero, não?
E cada um de nós, deu seu empurrãozinho e na hora, nem pensou nisso!

Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em 70 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior, e a partir desta semana também no site Recanto das Letras, www.recantodasletras.com.br em Crônicas, onde com certeza faremos mais novos e grandes amigos. Um abraço à todos!

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19 de Agosto de 2010 às 11:00

Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Fala Sério
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Um grão de areia!

Visto do nosso ponto de vista nada deve representar, porque afinal de contas, é só um grão de areia na beira da praia, nas profundezas do rio ou do mar.
Mas imaginem quem um dia dois jovens se encontram na praia e nele logo nasce uma ardente paixão. Ele não se contém e revela seus sentimentos. Ela se curva, pega um pequeno grão de areia e lhe entrega dizendo que tome conta dele direitinho até o verão seguinte, quando voltarão a se encontrar. Se ele ainda o tiver é porque realmente, tinha toda aquela paixão por ela. Ele correu e mandou plastificar e o guardou na carteira. Todos os dias ao abri-la, via o pequeno envelope e lembrava-se de sua paixão. Até que... Um belo dia perdeu seu grão de areia, mas todos os dias, horas e minutos, eram gastos na tentativa de encontrá-lo. Novo verão, de novo a mesma praia e lá estava ela. Mas ele não tinha mais o seu grão de areia. Depois, outros verões, e ela sempre lá, mas por causa da necessidade de devolver o grão de areia... Ele ficava ao longe, amando e desejando sua paixão. De repente, um grão de areia entra em seus olhos levado pelo vento, e ela vem em seu socorro. Com os olhos lacrimejando, vê seu rosto tão próximo e ouve sua voz. Foi preciso o vento para nos unir. Até que enfim, tenho de volta meu grão de areia.
Por falar em praia, se for construir um castelo não esqueça que terá que ser amigo de todo os grãos de areia, porque se um só resolver não colaborar, ou você o desprezar, seu castelo na certa irá desmoronar.
Pior do que isso, só se for verdade de que os olhos são as janelas da alma, e de repente um grão de areia cair nos seus. Você pode ficar com uma vidraça quebrada!
E amigos, a partir desta semana se junta aos nossos parceiros o Jornal BRAZILIAN NEWS  de Londres, Inglaterra. Na página 27, a Coluna Fala Sério! Jornal de diagramação leve e material interessante destinado aos brasileiros residentes na Inglaterra. Um abraço a Carolina Beal e toda equipe do Brazilian News. Querem saber mais? É só acessar equipebraziliannews.blogspot.com.

*Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em 70 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior.
 

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5 de Agosto de 2010 às 11:00

Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Fala Sério
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O cocô do passarinho.

Certamente vocês dirão que está faltando inspiração para que resolva escrever sobre o cocô de um passarinho. Ou melhor, vamos falar então do cocô dos passarinhos, porque dificilmente nos damos conta de que seja de que espécie for, o trabalho simples do mais simples dos pássaros, é o maior responsável de ainda termos algum oxigênio para respirar. E nós bem que temos tentado acabar com eles, mas ainda, prestem atenção nisto, ainda, não conseguimos.
Nossos amigos têm a mania de todos os dias ingerirem todos os tipos de frutas, brotos, e sementes, até incomodando quando devoram nossas laranjeiras, bergamoteiras, ameixeiras, macieiras, pitangueiras, amoreiras e tantas outras. Mas, de repente e quando menos esperamos, encontramos em algum terreno baldio ou mata mais fechada, ou até mesmo em nosso jardim, horta ou quintal, uma árvore frutífera, para lá levada no cocô do passarinho.
Nós, os poderosos seres humanos, normalmente somos incapazes de registrar ou reconhecer a importância desse cocô, mas somos capazes de criar nuvens, que deixamos cada dia mais carregadas, mais densas e pesadas, que se transformarão para nossas vidas verdadeiras tempestades, que quando desabam sobre nossas cabeças, somos ainda capazes de reclamar e perguntar com o ar de inocente, de onde saíram tantos raios? Quando as nuvens nos caem, somos capazes de ainda com ar de tristeza e revolta dizer... É... Está chovendo!
Mesmo envoltos no temporal de nossas próprias nuvens e descargas de nossos caprichados raios, somos capazes de perguntar por que a tempestade cai sobre nós e ninguém mais!
Apesar de tudo isto, como seres humanos inteligentes e esquecidos que somos, temos a capacidade de ainda conseguir ignorar aquele passarinho que em algum momento de algum dia de nossas vidas, fez cocô nas nossas cabeças, e as limpamos sem dar a importância, que agora sentimos que teria.
Se algum passarinho fizer cocô na sua cabeça, lembre que pode haver ali uma semente para o seu futuro.

*Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em 70 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior.

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29 de Julho de 2010 às 11:00

Por: Aldo Nestor Siebert

Fala Sério
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Prá que rezar?

Vou confessar prá vocês que essa pergunta me atormenta desde menino, quando me acordavam às quatro da manhã para acompanhar minha madrinha na missa das cinco, com uma temperatura de quase zero grau. Sempre diziam que ela rezava por mim também.
Mas o que mais me deixava curioso, é de que na mesma missa, sempre estavam presentes e rezando de cabeça baixa, se confessando, duas das comadres mais fofoqueiras e maledicentes que já conheci na vida.
Rezavam e confessavam às cinco da manhã para logo depois das seis ficarem atrás da janela fofocando de todo mundo que passasse na rua.
Hoje até poderia perguntar de que vale tanto às pessoas rezarem em templos seja de que tipo e crença forem se são incapazes de entender a verdadeira voz da oração, que deveria estar ficar, e morrer com elas. Mas não... Ao que parece a oração também se inclui entre seus projetos de posse, é sua e deve a ela somente servir. Se por acaso acharmos que algo não nos caiu bem no estomago, a oração perde seu efeito para desopilarmos a mágoa, o desprezo, a vontade de ver alguém de joelhos à nossa frente.
Alguém poderia então me dizer, prá que rezar?
Na maioria das vezes as pessoas dizem que não sabem por que alguém as deixou de amar, delas se afastou, sem reconhecer que quem pode ter provocado o deixar o afastar foram elas mesmas. Tudo porque naturalmente, vai faltar a coragem de assumir que não tem porque rezar, e, portanto, não tem porque perdoar ou entender.
Mal sabem, entretanto que entre o rezar e perdoar existe o entender quem realmente precisa de oração e perdão.
Tem pessoas que parece sentirem como uma oração o pedido de perdão de alguém, mesmo que este seja sem motivo ou razão. É o prazer da oração perdida, do fiel perfeito, do monge puro, da virgem vestal.
É a oração do pedido de perdão sem razão.   
E o pior é que tem alguns que ainda vão pensar se podem perdoar.
Mas a quem? Então, prá que rezar?

A partir desta semana, soma-se a Coluna “Fala Sério!” o blog Fala Taquara, www.falataquara.com, de Taquara-RS. Bem-vindos amigos.
Conheça os lançamento da Editora Procultura no Orkut.
Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em 70 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior.

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22 de Julho de 2010 às 11:00

Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Fala Sério
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COMO SEGURAR UM SONHO?

Ou mesmo um projeto ou até a felicidade?
Deve ser difícil se chegar a essa resposta, mas na maioria das vezes a temos à nossa frente e conseguimos fazer tudo, mas tudo mesmo, exatamente ao contrário.
Os entendidos na realização de sonhos e conquista da felicidade poderão até dizer de que não existe uma fórmula para tanto, e que tudo dependerá de quem tem a oportunidade e do que com ela fizer. Poderão dizer também que, a grande maioria depois de realizar seus sonhos ou alcançar a felicidade, os consegue perder num toque de mágica porque não soube segurá-los e sendo ainda mais críticos, porque conseguiram jogar tudo que foi conquistado, fora, no lixo.
Mas não seria a realização de sonhos e a conquista da felicidade como a riqueza, difícil de alcançar, mas mais difícil ainda de manter, ou até mesmo administrar?
Os mais simplistas sempre tem a conclusão popular que de tudo depende da cabeça de quem é premiado, pois o mais fácil de tudo é não conseguir perder, mas jogar fora.
São questões que sempre são analisadas pelos que estão fora da vida de quem alcança ou perde, sem muitas informações ou na maioria das vezes, sem o mínimo conhecimento dos fatos, embora saiba que se conquistou é porque teve ajuda e das boas embora não merecesse... E se perdeu, é porque não teve sabedoria suficiente para segurar e manter o alcançado.
No fundo da questão toda, está que é mais fácil pré julgar, julgar, do que ver ou dizer como segurar.
Mas o certo, entretanto, é que tanto para se segurar um sonho ou a felicidade, deve-se fazer como se tivéssemos na mão, um pássaro recolhido do chão e que resolvemos adotar.
Com pouca força para não machucar, mas firme o suficiente para não deixá-lo voar.

*Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em mais de setenta jornais impressos e eletrônicos no Brasil e Exterior.

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15 de Julho de 2010 às 11:00

Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Fala Sério
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1

Terminar o começado ou começar o terminado?

Tenho quase certeza de que para muitos será simplesmente diferente, mas com o erro da segunda, onde se faça de começar o terminado, que será só uma estapafúrdia possibilidade.
Ora... Onde se ouviu falar de começar o terminado!
Na realidade é bem mais fácil terminar o começado, embora para muitos, e a ciência não conseguiu explicar bem o porquê, alguns não consigam fazê-lo por dias, meses, anos e até mesmo até o final de suas vidas. Talvez a explicação esteja no que é mais fácil dizer, deixa prá lá, ou depois eu faço.
Então, não existe lógica no começar o terminado. Existe?
Para encontrá-la, basta que observemos aqueles a quem é dada a liderança, onde ele pensa que liderar é mandar, ordenar, exigir. A maioria quase total inicia nesta ordem o começar o terminado, embora todos nós tenhamos no começo de nossas vidas, o terminado já definido, ou pelo menos indicado.  No saber começar o terminado e terminar o começado, é que encontramos a diferença.
Se terminar o começado para tantos é tão difícil, impossível para eles então será o começar o terminado, porque lhes faltará a atenção ao terminado. Não conseguirá encontrar o fim de sua caminhada liderando obedecendo, e cumprindo a liderança.
Somente ao entender que liderar é obedecer, ser liderado é participar com a capacidade de sempre viver o começado, poderá entender porque inicia a vida já com o começado por terminar, e o terminado, por começar.
A partir desta semana, soma-se aos nossos parceiros o JORNAL CLIQUE de Goiânia, GO. www.jornalclique.com.br. Sejam bem vindos.

*Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em 70 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior.

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8 de Julho de 2010 às 11:00

Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Fala Sério
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3

Estamos roubando, de nós mesmos...

E o pior é que não é nada pouco, a cada, cada hora, cada minuto, cada fração dos segundos.
Como sempre somos mais práticos na hora de sermos cegos por não querer enxergar a realidade, nos fazermos de surdos para não ouvir a verdade, e ficarmos mudos ao fingirmos que não é nada com a gente e por isso nada precisamos dizer.
Mas a grande verdade é que sempre tarde demais nossos olhos sentirão o vento frio lhes bater e fazer com que por causa deles role talvez alguma lágrima, que nossa consciência ou remorso nos faça ensurdecedor barulho nos ouvidos, mas mesmo assim a falta de coragem ou medo da vergonha nos faça continuar calados, porque já nos acostumamos a roubar de nós mesmos, e o que está feito, feito está.
Como seres humanos que somos e com direito a errar, também temos o direito de continuar e manter nosso erro, porque afinal de contas, nascemos assim e assim vamos morrer, ora! Não diz o ditado que pau que nasce torto morre torto? Então porque mudar, e se alguém nos quiser assim, que assim seja! E amém!
Ora... Se não conseguir ser amado e feliz, a culpa nunca será nossa, mas de quem não soube nos amar como somos e principalmente, não soube entender que esse é o nosso jeito de amar, de ser, de fazer e viver.
Que mudem os outros, porque nós, não queremos e não vamos mudar. Se alguém nos quiser assim, como amigo, amante, companheiro, tudo bem. Se não, pode ir, porque outros deverão aparecer e depois também nos deixar, já que na certa este estoque jamais irá acabar, e mesmo que um dia chegue ao fim, é porque todos quiseram deixar, porque nós, ora bolas, só vamos enxergar o que quisermos ver, ouvir o que tivermos vontade de ouvir, e nada dizer por que é mais fácil calar, e continuarmos cegos e surdos na mudez que para a vida resolvemos colocar.
E também não importa que estejamos roubando de nós mesmos, a cada dia, cada hora, cada minuto, cada fração dos segundos e a estes então, desprezamos como se fossem moedas de pouco valor, esquecendo que estes mesmos centavos poderão nos faltar no dia em que precisarmos dá-los de troco pela felicidade que a vida nos ofertar!

*Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em mais de setenta jornais impressos e eletrônicos no Brasil e Exterior.

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1 de Julho de 2010 às 11:00

Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Fala Sério
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Eu quero ir para a Lua!

Agora, não me perguntem para fazer o que e nem como! Até porque nem saberia mesmo dizer. Mas o certo é que quero ir.
Talvez porque esteja cansado de tanto ficar olhando daqui de baixo e vendo algumas manchas nela que me parecem às vezes serem cabelos encaracolados esparramados sobre seu rosto adormecido sobre um travesseiro.
Pode ser também pela vontade de matar o desejo de me esparramar no seu mar de tranqüilidade e sentir o calor do carinho de suas cinzas que dizem cobrir sua superfície depois de uma noite inteira de amor.
Não seria talvez pela vontade de conquistá-la e depois poder dizer, eu tenho a Lua? Não sei!
Fico imaginando poder desvendar seus mistérios, percorrer suas montanhas e grutas, vales e cascatas, e deixá-la despudoradamente nua para mim e meus sonhos.
Eu quero ir para a Lua!
Ela não sabe a vontade que tenho de sentir bem de perto seu reflexo da luz do sol com toda sua mansidão e delírio dos apaixonados.
Não me importa que ande por lá um tal de São Jorge montado em seu cavalo branco matando um dragão, porque esse é um problema dele! Aliás, faz tanto tempo que ele anda tentando e ainda não conseguiu, que talvez até lhe desse uma mãozinha só para que depois ele fosse embora e me deixasse só com ela até que o sol chegasse de novo e me deixasse vê-la despertando, esfregando os olhos e preguiçosamente me dissesse: “Bom dia, meu querido!”
Já imaginaram uma cena assim?
Podem apostar de que não sentiria o mínimo remorso de perder o próximo, depois outro e mais outros ônibus de volta a Terra!
Ora... Tenho certeza de que você que agora está nos lendo, também vai dizer bem baixinho...
Eu também quero ir para a Lua!
Epaaa! Pode parar, porque esta, já é minha!

*Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em mais de setenta jornais impressos e eletrônicos no Brasil e Exterior.

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24 de Junho de 2010 às 11:00

Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Fala Sério
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5

E por falar em saudade...

Onde anda você, onde andam seus olhos que a gente não vê... É... O poeta sabia de saudade... E nós também sabemos, embora na maioria das vezes nem estejamos aí para ela, até que se nos aperta a garganta e nos deixe os olhos marejados.
Temos a mania de ligar logo o sentimento da saudade ao fim de um amor ou romance, porque assim sempre o foi, esquecendo-nos, por exemplo, da saudade de nossos tempos de criança, dos tempos em que ainda respeito e carinho pelo próximo tinham seu valor, ou até mesmo de quando ainda caráter e ética eram elementos primordiais no ser humano.
Cuba Libre, Hi-Fi, Samba, picadinho de queijo, de linguiça, também deixam saudades. Disse deixam e não deixaram, porque na nossa memória ainda estão tão vivos que até podemos sentir o gosto na boca... Hum...
Há também a saudade dos bailinhos de fim de semana, a brincadeiras dançantes, o escurinho do cinema, paqueras na praça ou no quiosque do centro, tanta coisa, que poderia se passar o resto do dia ou da semana, ou... Ou quem sabe até do mês para lembrar-se de tudo. E tudo trazendo saudades.
Mas para falar de saudade, não é nada fácil. Como é difícil assumir e dizer, “eu tenho saudades, sim!”. Sempre fica aquele medo do que os outros irão pensar de nós, mas quando finalmente criamos coragem e o dizemos, “Poxa... Que alívio! Tirei um peso de meus ombros!”   
Como é difícil para as pessoas assumirem que a saudade tem um gostinho especial sim, e como tem! Tudo bem! Mas e o que os outros irão dizer se eu confessar? “Mas é trouxa!” “Mas é bobo!” “Que coisa mais careta!”
Mas agora, quero confessar uma coisa! Posso?    
Ando numa saudade de mim que só eu sei. De mim... Assim, ó! De cada momento da vida que não vivi, de cada sonho que não realizei, de cada gole que tomei, de cada paixão que morreu, de cada palavra que não disse por medo ou que não ouvi por covardia de quem deveria dizer.
E posso dizer de uma vez por todas, que sentir saudades da saudade, é a saudade mais saudade que existe! E por isso, como é gostoso sentir o gostinho das saudades... Da saudade!
Hei! Cadê as suas saudades hein?

*Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em mais de setenta jornais impressos e eletrônicos no Brasil e Exterior.

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17 de Junho de 2010 às 11:00

Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Fala Sério
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7

Eu não acho nada!

E quando acho ainda tem dono!
Vocês já devem ter ouvido estas frases inúmeras vezes, e na maioria das vezes, uma sempre completando a outra.
Agora, se vocês me perguntarem o que eu acho de determinada situação, vou responder prontamente que “eu não acho nada!”, simplesmente porque aprendi em bons tempos atrás, que quem acha, não sabe do que ou o que está falando. Quando ouço alguém iniciando uma resposta “eu acho que...” Já sei que não vai sair nenhuma resposta conclusiva ou pelo menos de alguém que tenha algum conhecimento sobre o assunto, tudo porque aprendi que quem sabe, “não acha!”.
Vejam por exemplo um político falando sobre projeto de governo... “Eu acho que nossa cidade pode crescer mais!”. Poxa! Acha ou tem certeza, e se ele só acha, podem ter absoluta convicção de que ele não sabe ou não tem nenhum projeto em determinado setor questionado.
A mesma coisa no futebol, quando sendo tantos milhões de “entendidos” sempre achamos que fulano ou beltrano deveria ser titular de nosso time ou convocado para nossa seleção.
Se um mecânico olha o motor de seu carro e diz que acha que o problema está no gerador, pode ter certeza de que ele vai fuçar em tudo e não resolver nada, se não deixar ainda pior.
Tem também aqueles que sempre acham que uma determinada mulher está na mão, ou aquela que acha que sua amiga jamais a trairia.
Mas façam o teste.
Quando alguém disser “eu acho que...” interrompa e pergunte: “Você acha ou tem certeza?” No mínimo deverá esperar alguns bons trinta segundos para ter o retorno, se é que terá.
Mas nada de muita preocupação com o que estamos dizendo, porque “achamos” que o amigo aquele não está querendo ver sua caveira ao lhe dar um conselho, que o político não está enrolando os eleitores com sua campanha, que sua amiga não está lhe traindo e muito menos acredito que seu time está escalado errado.
Pelo menos, achamos, né?
E você? O que acha?

*Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em mais de setenta jornais impressos e eletrônicos no Brasil e Exterior.

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10 de Junho de 2010 às 11:00

Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Fala Sério
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3

Friozinho na barriga.

E quem já não sentiu esse danado de friozinho, e que não foi de inverno não. Tem gente que jura até que dá um arrepio no corpo todo.
Eu, sinceramente não sei a origem, mas sei que ele existe até porque já o senti várias vezes e podem ter certeza de que não gosto dele quando vem acompanhado do arrepio.
Por falar em sentir, ando sentindo muito sempre que se aproxima a hora de começar uma palestra, enquanto aquele que dá no corpo todo, deixem de ser curiosos por saber quando. Mas que dá também, isso dá. Ou não dá?
Sabe que uma vez me disseram que a gente só teria certeza de ter interessado uma mulher, se ela sentisse na hora o friozinho na barriga? Mas aí eu fico pensando  que essa possibilidade pode ser enganosa, se estivermos no inverno e ela estiver de barriga de fora. Esse tal de friozinho na barriga é mesmo bem curioso. Ele pode representar alegria, mas também tristeza. Uma feliz coincidência ou porque não, uma triste decepção.
Querem um exemplo de friozinho na barriga? No dia da estréia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Dá na hora do Hino Nacional e principalmente na hora em que começa o jogo. Não será também esse, de amor? Ou será de nervosismo? Não importa, ele sempre vai estar ali.
Enquanto isso tem gente que sente prá tudo. Quando vai falar em público, fazer provas de algum concurso, sentar ao volante de um carro da auto-escola pela primeira vez, e até ao olhar pela janela do avião.
É um tal de friozinho prá cá, um friozinho prá lá.
É tanto friozinho que alguns sentem que passam a vida com os pelos arrepiados! Especialmente alguns que se estiverem em uma festa e ficarem sentindo um friozinho por todo mundo a toda hora. Se vem do coração, êta bichinho volúvel!
Agora, cá prá nós: É ou não é gostoso sentir aquele friozinho na barriga?
Tenho quase certeza de que agora, exatamente agora, você está rindo porque se lembrou de alguém, e voltou a sentir o friozinho na barriga, não?
E se arrepiou tudo, cuidado hein? Pode ter que dar alguma explicação.
Bem feito! Quem mandou sentir logo agora, o tal do friozinho na barriga?

*Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em mais de setenta jornais impressos e eletrônicos no Brasil e Exterior.

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3 de Junho de 2010 às 11:00

Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Fala Sério
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3

Pão com manteiga!

Depois que o padeiro inventou o pão e a vaca o leite, e dele alguém inventou a manteiga, (manteiga não margarina), nada melhor! Até porque dizem que melhor do que isso, só dois!
Mas mesmo assim, tem gente que não entende o sentido da coisa, tanto que muitos também não entendem a máxima que pobre é tão azarado que quando seu pão escapa da mão, sempre cai com a manteiga para o chão! E claro, fica sujo de terra, areia, poeira, qualquer coisa ruim. E se tentar limpar, aí sim que a meleca está feita. Então, é melhor deixá-lo lá mesmo ou então jogá-lo no lixo o que não deixa de ser no mínimo um desperdício para não dizer sacrilégio, e fazer outro.
Um dos maiores problemas que também podemos enfrentar, é de haver nem mais pão, e no que caiu, estar o restinho de manteiga que havia. Ou então, por brincadeiras do destino do descuidado, faltar só um dos dois, sem o parceiro.
Pensando bem, temos que assumir que realmente na vida é assim!
Às vezes temos o pão com manteiga, mas não estamos satisfeitos. No lugar da manteiga, muitos gostariam sempre de ter caviar, patê ou outra iguaria qualquer. Nem se lembram do sabor especial que a manteiga sempre deu ao seu pão, e só vão se dar conta disto, quando o despertar sem iguarias mostrar também a falta da manteiga.
Ora! Dirão alguns. Pão com manteiga em todos os dias enjoa! Mas que santa falta de imaginação! Você não precisa comer pão com manteiga todos os dias. Como diria o outro na idéia de que um dia pode se comer feijão com arroz e no outro arroz com feijão, aqui também pode ser a mesma coisa, ora! Ou então, pegue a fatia e corte em pedaços de tamanhos diferentes a cada dia, e tenha assim, a possibilidade de aproveitar seu sabor aos poucos, em cada pedacinho. Não há necessidade de ser esganado e comer tudo de uma só vez, sem sentir a delicia de cada naco.  
E assim é com a vida, com a felicidade!
São poucos os que sabem aproveitar os pedacinhos de seu pão com manteiga. Se não comerem tudo hoje, e todo santo dia, a toda hora, não conseguem estar e nem ficar satisfeitos. É porque talvez nunca tenham também ouvido o ditado de que mingau quente se come pelas beiradas... Aos pouquinhos... E de preferência também, acompanhado com um pão com manteiga. Também aos pedacinhos...
Viram só, como é fácil e bem mais saboroso nosso pão com manteiga?
Ora! Deixe de ser guloso!
E tenha cuidado, mas muito cuidado também, para que seu pão não lhe caia da mão com a manteiga virada para o chão. Não deixe estragar o seu, porque poderá não haver mais pão ou faltar manteiga no fundo do pote!

*Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em 70 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior.

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27 de Maio de 2010 às 11:00

Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Fala Sério
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Se você tem boa memória...

É muito bom, mas muito bom mesmo, até porque pode ajudar na hora do sufoco. Mas têm alguns que se enrolam todos na hora da memória.
Você quer um exemplo bem simples?
Imagine se você disser algum dia a uma mulher por telefone, email, bilhete, sei lá, que tem vontade de abraçá-la e beijá-la. Se passado algum tempo a encontrar na rua e nem mais se lembrar disso, e ela acabar lhe perguntando, “Como é? Esqueceu?” Que mico se você tiver esquecido hein? Pior ainda se perguntar, do que? Mais chato ainda vai ser se ela estiver mesmo a fim e você achava que não! Êta falha de memória hein?
Imagine você discutindo com alguém e jurar no meio da turma do deixa disso que na próxima vez que o encontrar vai lhe dar um soco. E você se esquecer disso, mas ele não, tentar lhe lembrar e você nada, e ele acabar lhe dando aquele seu soco para refrescar sua memória?
Assim é mesmo a vida! Às vezes doce e às vezes dolorida.
Prometa um doce a uma criança, um presente, e esqueça!
Queremos hoje lembrar da memória, daquilo que nós prometemos. O pior é que quando esquecemos a promessa, logo nos vêm com ofensas nos chamando de políticos! Isso é injusto demais!
Mas justiça seja feita. Quem mandou termos pouca memória?
É a mesma coisa que sair pelado do banheiro por ter esquecido a toalha de banho e dar de cara com a vizinha boazuda no corredor da casa. Que loucura! Faltam mãos para tentar tapar alguma coisa. Tapa a cara, a bunda... O que primeiro? Explicar que esqueceu a toalha, não adianta. Que cabeça, hein vizinho?
É... Meias de cores diferentes nos pés, sapatos diferentes, blusão com a frente para trás... Tudo bem. Mas esquecer das calças? Poxa!
E vocês, estão rindo de que? Podem ir rindo, que um dia coisas piores ainda podem acontecer com vocês.
Eu só espero esquecer do abraço e do beijo, nem que me faça de esquecido, né?
Ah! E prometa com moderação, e se prometer, não esqueça! Se os sintomas persistirem, procure um especialista.

*Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em 70 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior.

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20 de Maio de 2010 às 11:00

Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Fala Sério
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Para onde ele vai?

Não é nada difícil você estar rodado na estrada e de vez em quando se deparar com um andarilho. Louco, maluco varrido, desmiolado, débil mental, doidinho, são alguns dos adjetivos que normalmente logo se nos passam na cabeça para identificar aquele que na maioria das vezes anda de maneira abusada e perigosa na beira ou até mesmo no meio da estrada.
Mas poucos dias atrás ao passar por um desses tipos na beira de uma estrada, com um saco de andrajosos pertences dependurado nas costas, me veio a pergunta: "Para onde dele vai?"
Na verdade, ela ficou me martelando a cabeça hoje e não consegui a mínima indicativa de resposta. Como saber, adivinhar, ou pelo menos conjeturar? E se tivesse parado e perguntado, será que conseguiria alguma resposta concreta? A primeira conclusão que me chega é de que teria no mínimo uma resposta de doido. Ou será que ela seria uma resposta doída?
Mas posso e devo chegar à conclusão de que sua resposta não seria tão menos vazia daquelas que recebemos muitas vezes em nossas vidas, de pessoas, amigos e parentes que aparentemente não teriam nenhuma necessidade de andar à esmo, e o fazem mesmo sem sair do lugar.
Imaginemos chegarmos a algum parente ou amigo e perguntar como vai, e recebermos a resposta de "vou vivendo do jeito que Deus quer!" ou então "vou levando a vida como dá!".
Não seriam estas duas respostas iguais às que poderia nos dar o maluco da beira da estrada? Claro! Porque viver a vida do jeito que Deus quer, mas se sequer dermos uma forcinha para o velhinho lá de cima, ela jamais terá algum rumo ou destino melhor, e levar a vida como dá, soa mesmo como uma renúncia a procurar um amanhã melhor, aceitando que se tiver algum buraco no chão dará para se enfiar a cabeça e esconder a covardia, ou então, se por acaso houver alguma marquise iremos fazer a cama e dormir esperando para ver o que a vida ainda pode nos dar.
Eu vou continuar na eterna dúvida de para onde vai aquele andarilho e seu saco de andrajos e quinquilharias, até porque mesmo que tivesse parado e perguntado e ele me respondido, aposto que logo mais ali adiante na certa poderia muito bem resolver voltar sobre os próprios passos, ou mudar de rumo e caminhos. Mas tenho certeza de que aqueles que vão vivendo a vida como Deus quer ou a levando do jeito que dá, bem... Estes estarão piores do que ele, porque serão sempre assim, no continuar sempre no mesmo lugar.
Nem sequer serão capazes de viver a vida que Deus quer e muito menos viver o que a vida pode lhes dar.
Esqueci de falar de uma coisa interessante do andarilho da estrada... Ele tinha ao seu lado, como fiel parceiro e amigo, um cão amarelado que prestava a atenção aos seus passos e ao seu conversar.
Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em 70 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior.

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